Virada de mesa: Grande Rio e Império escapam do rebaixamento
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O que já era dado como certo acabou se confirmando. As escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro  na noite de quarta-feira (28/02) se reuniram na Liesa e decidiram, após plenária, descumprir o regulamento, cancelar os rebaixamentos e manter Grande Rio e Império Serrano na principal divisão do Carnaval carioca. Não houve unanimidade entre os dirigentes, e pelo menos duas foram contra: Portela e Mangueira.

A agremiação de Duque de Caxias, 12ª e penúltima colocada este ano, deveria ser rebaixada para a Série A em 2019, junto do Império Serrano, a última. Mas, com a decisão, as duas foram salvas. 

Com isso, o Grupo Especial do Rio voltará a ter 14 escolas, já contando com a Viradouro, campeã da Série A – a última vez que teve esse número de participantes foi em 2006. Na ocasião, Caprichosos de Pilares e Acadêmicos da Rocinha, 13ª e 14ª colocadas, respectivamente, foram rebaixadas. A Vila Isabel foi a campeã.

No entanto, a ideia inicial é desinchar o grupo nos dois anos seguintes, voltando ao número de 12 em 2021. Até lá, porém, muita coisa pode mudar.

Com o salvamento de Grande Rio e Império Serrano, o Rio acumula dois Carnavais consecutivos com viradas de mesa. Em 2017, após os acidentes com Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, os representantes das escolas se reuniram antes da apuração e decidiram cancelar o rebaixamento. Havia a expectativa que a escola tijucana caísse, por conta do desfile caótico. No entanto, as notas revelaram que a Tuiuti foi a pior colocada. Sem descenso, o Grupo Especial acabou contando com 13 agremiações em 2018.

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