ODD traz Roman Flügel, Jensen Interceptor e time brasileiro de peso para SP

Pioneiro alemão, o camaleônico Roman Flügel subirá ao palco da festa pela primeira vez; electro e breaks terão mais espaço do que nunca

Depois de uma intensa e histórica comemoração de sete anos, a ODD já tem a data de sua próxima edição: 25 de junho, um sábado. Tão grande quanto sua pista principal, o sucesso da Fábrica de BrinqueDDOs (locação inaugurada no aniversário, no Parque Industrial de São Paulo) fez com que a produção optasse por repetir o cenário, que deve se fixar como a nova casa da festa.

Na chamada ODD /opus/, dez DJs/live acts se revezarão da noite de sábado ao amanhecer de domingo, com Roman Flügel como headliner internacional, e o australiano Jensen Interceptor integrando um line up de peso com várias novidades. A pista de uma das mais queridas celebrações do underground paulistano já recebeu alguns dos maiores nomes da história da música eletrônica, e não é exagero afirmar que, com Flügel, o caso se repete.

Na ativa desde o comecinho dos anos 90, influenciado pelo que estava surgindo em Detroit e Chicago, o artista é um dos pioneiros e mais importantes nomes da cena alemã. Ao longo dessas três décadas de atuação, lançou pelas principais gravadoras (como Cocoon, Clone, Running Back, Curle Recordings, House Is Ok, Ongaku Music e Playhouse), tocou nos melhores clubes (incluindo residências ou presenças regulares em Omen Club, Berghain/Panorama Bar, Robert Johnson, Amnesia e fabric), usou diversos nomes alternativos (Roman IV, Soylent Green, Melanin, entre muitos outros) e colaborou com e remixou diversos colossos (Daft Punk, Ricardo Villalobos, Sven Väth, Daniel Avery, The Human League, Primal Scream, Pet Shop Boys e Kylie Minogue são só alguns exemplos).

Considerado um dos maiores camaleões entre seus pares, já experimentou com cada estilo de música eletrônica que você possa imaginar. Tanto em seus lançamentos quanto em seus sets, pode ir do techno hipnótico e minimalista ao deep house com vibe baleárica; da electronica com influências de jazz ao indie dance com estética italo disco; da experimentalidade da IDM ao electro-pop. É por isso que a sua apresentação é tão aguardada quanto imprevisível; nem os seus contratantes sabem exatamente que caminhos ele irá percorrer.

“Eu curto a surpresa. É por isso que é difícil descrever o que eu faço”, diz em seu release de imprensa.

Presente no Brasil por algumas vezes nas últimas décadas (sobretudo no Warung Beach Club, além de aparições em eventos como a TribalTech [2015]), chegou a lançar, em 2011, um EP com o nome de nosso país, que inclui, além da faixa-título, tracks com nomes como “Bahia Blues Bootcamp”. Esta, entretanto, será sua primeira vez no palco da ODD.

Electro e breakbeats em alta
A festa, obviamente, vai muito além de seu headliner, recebendo um timaço de artistas que se posicionam na linha de frente de seus respectivos segmentos, com trabalhos musicais consistentes. E com um detalhe peculiar: a grande quantidade de atrações que costumam trocar as batidas 4×4 pelos breakbeats — sobretudo, dentro do electro —, correspondendo a mais da metade do do lineup.

Por que Jensen Interceptor é nome imperdível da ODD /opus
O australiano Jensen Interceptor (que já trouxe sua mistura insana de electro, miami bass e EBM a duas edições deste ano), é outro grande headliner internacional que vale ser destacado.

Se um dos diferenciais desta edição é o espaço especial dedicado às batidas sincopadas —  a house e o techno estarão presentes, claro, mas há um super time de DJs e live acts que tem grande parte do seu arsenal musical dedicado a breakbeats —, o artista australiano é um grande representante desse grupo.​​

Tendo iniciado sua carreira como membro do duo Light Year, Mikey Melas criou seu projeto solo há dez anos, batizando-o a partir do partir de um raro carro esportivo inglês dos anos 1970. Desde então, vem incendiando pistas mundo afora com sua mistura acelerada, insana e divertidíssima de electro, miami bass, EBM, breaks e samples vocais ou remixes de hits do pop — em uma combinação de sons que soa raver-retrô e lisérgico-futurista ao mesmo tempo. Drexciya, The Hacker e Dopplereffekt são algumas das suas principais inspirações.

Natural de Sydney, foi na segunda metade da década passada que Jensen Interceptor começou a ganhar tração. O lançamento em selos como Boysnoize Records, Bromance e Central Processing Unit o levou a suportes de alguns dos maiores DJs do cenário house/techno, como Maceo Plex, Dubfire, Helena Hauff, Dave Clarke e DJ Stingray. Em 2018, seu primeiro álbum, “Mother”, saiu pela gravadora de Plex, Lone Romantic, e foi muito bem recebido pela crítica. Em seguida, depois de uma turnê de sucesso pela Europa, mudou-se para Berlim, onde vive até hoje.

OUÇA AQUI

Nas pistas de duas edições da ODD no começo deste ano, seus sets foram tão aclamados pelo público que geraram constantes pedidos por mais um retorno, o que será concretizado neste sábado.

Line up de peso

Recheado de novidades, o line ainda traz o santista CRAZED (BR) (que também mistura breaks, electro e techno), a gaúcha Suelen Mesmo (que pode ir de jungle e drum’n’bass a afrobeats e deep house), o paulistano RHR (cujas batidas sincopadas e super autênticas caíram no gosto de Danny Daze), os ecléticos e experimentais Linda Green e Kayque Cabral — em um B2B imperdível — e a combinação de electro, funk e techno da mineira podeserdesligado, que se apresenta em formato live.

Falando em lives, o showzaço do duo Vermelho Wonder — formado pelo residente e cofundador da ODD, Vermelho, com a cantora Ivana Wonder — está de volta, prometendo ser um dos grandes destaques da noite. Outro residente e fundador confirmado é o incrível Zopelar, enquanto Davis e Martinelli farão a estreia do seu duo, X-Vandals, que já lançou dois EPs (um pela ODDiscos, outro pela alemã Klinika), e agora sobe no palco pela primeira vez.

Já o time dos visuais — tão importantes à ODD quanto a parte sonora — é formado pelos residentes Aun Helden (que mandou uma apresentação surreal na ODD 7) e Katrevosa (perfomers), Julio Parente (luzes) e L.Pitzs (projeções); Enco, que performou na última edição, também estará presente em outra noite que promete ser histórica para a cena clubber de São Paulo.

Serviço:
ODD /opus/
Local: Rua Moisés kauffmann, 156 – Várzea da Barra Funda, São Paulo – SP
Atrações: Roman Flügel, CRAZED (BR), Jensen Interceptor, Linda Green B2B Kayque Cabral, podeserdesligado, RHR, Suelen Mesmo, Vermelho Wonder, X-Vandals e Zopelar (som); Aun Helden, Enco, Katrevosa, Julio Parente e L.Pitzs (visuais)
Data: 25/06 (sábado) – a partir das 21h
Ingressos:  via Sympla

=> Instagram @odd___odd

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