Obra de poetas negros é revisitada pelo projeto Black Poetry nos dias 30/11 e 1°/12
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No mês da Consciência Negra, o Sesc Pompeia recebe o projeto Black Poetry, criado e dirigido pelo agitador cultural Eduardo Beu, dos Trovadores do Miocárdio.

O espetáculo, que une poesia e música, foca na linguagem spoken word (recurso usado em performances artísticas em que letras de música, poemas e histórias são faladas ao invés de cantadas) para celebrar a obra, a influência e as urgências poéticas de escritores negros: a sinestesia simbolista de Cruz e Souza; a poesia engajada de Gil Scott-Heron; a militância pan-africanista de Alfred Panou; o Harlem Renaissance de Langston Hughes; e os pensamentos humanistas do escritor e ensaísta James Baldwin, homenageado na data de 30 anos de sua morte (1°/12/1987). Os números ao vivo se intercalam com trechos de vídeos dos Panteras Negras, entre outros totens desse universo.

Os poemas, enquanto declamados, terão sonorização com tons de jazz, soul e ritmos afro-brasileiros improvisados, a cargo de um combo liderado pelo norte-americano Brian Jackson (teclados e flauta), além de Thiago França (saxofones), do Metá Metá, e dois terços da banda Hurtmold: Maurício Takara (bateria), Marcos Gerez (baixo), Guilherme Granado (synth, escaleta) e Rogerio Martins (percussão).

As vozes escolhidas para apresentar esse material são da cantora Juçara Marçal, Rodrigo Carneiro (vocalista da banda Mickey Junkies), do MC Rodrigo Brandão e do ator Caio Juliano.

Black Poetry conta ainda com participações especiais de Mano Brown (30/11) e Black Alien (1º/12). Ambas as sessões acontecem no Teatro do Sesc Pompeia, sempre a partir das 21h.

História

Fundador do coletivo de literatura e música Trovadores do Miocárido, Eduardo Beu criou a proposta há um ano, quando decidiu explorar outras estéticas literárias. Desenvolveu, então, a performance Black Poetry: Negritudes Poéticas & Outras Consciências. “A motivação foi resgatar e celebrar os grandes poetas e escritores negros do século XX (brasileiros, anglo-africanos, franceses e de outras afro-etnias), trazendo para um espetáculo cênico, com recursos musicais e audiovisuais, declamações de poemas ritmadas com músicas do mesmo zeitgeist”, explica Beu.

 

Em 2016, no dia 21 de novembro, o projeto foi convidado a integrar uma série de espetáculos que compuseram a programação em comemoração ao Dia da Consciência Negra do Sesc Rio Preto, no interior de São Paulo. Neste ano, fez parte da programação da Virada Cultural de São Paulo, em maio. Nesse interlúdio, fizeram também um punhado de apresentações n’A Balsa, espaço no centro da cidade, onde o trabalho estreou.

Claudê Lopes
Claudê Lopes
Baiano de Itiúba, radicado em São Paulo há mais de 30 anos. Repórter, Web Designer, Produtor e Editor de conteúdo, Consultor Musical, Roteirista, Redator e Diretor de programa de Televisão.
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