Mar de Minas pede socorro: investidor local fala sobre os baixos níveis d’água
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Chamada de “paraíso das selfies” por muitos turistas, a cidade de Capitólio passou a ter um imenso destaque no turismo brasileiro nos últimos anos.

Porém, em meio a todo esse glamour, há uma grande preocupação que vai além da beleza e do turismo: o “Mar de Minas” (lago da represa de Furnas, para ter mais exatidão, e onde fica Capitólio) está com os níveis cada vez mais baixos.

José Antônio da Silva Júnior, morador da região e também investidor de imóveis no local, entre eles o Mangata Residencial, conta que muita coisa mudou de sua infância para hoje.

“Enquanto criança, o nível das águas de Furnas era mais constante, em alta e oscilava de acordo com a estação do ano, acompanhando as épocas de chuva e estiagem. E agora percebe-se que os fatores climáticos já não são garantia de expectativa para previsão do nível da água”.

Em um vídeo publicado no YouTube, o jornalista Alfredo Bessow levanta a preocupação quanto ao desleixo da questão, mostrando imagens do lago artificial quase seco, que começou a ser construído em 1957, formando o lago em 1963.  E ele afirma: a situação não é nada confortável e a queda d’água escancara a ganância por lucros. (veja o vídeo no final do texto)

“Esse baixo nível das águas de Furnas nunca foi revelado explicitamente a nós, moradores e empreendedores da região, mas a principal e mais atual justificativa é a de que estaria servindo para abastecer o Rio Tietê. Esse volume destinado ao Tietê é para melhorar e manter sua navegação”, conta José Antonio.

Ele diz não ser contra compartilhar o volume d’água, desde que não acarrete prejuízo financeiro, como vem acontecendo com a agricultura, piscicultura, turismo etc.

“Já existe uma luta de interessados para manter uma cota mínima (cota 762), o que corresponde a cerca da metade da capacidade total de Furnas. Isso pode acontecer sem que lese os usuários do Rio Tietê e, principalmente, nós da região do Lago de Furnas, que somos os principais abençoados com esse Mar de Minas tão gigante e imponente, que nesse momento parece tão triste pelo baixo nível”, pontua.

José Antônio da Silva Júnior, morador e investidor local

Mar de Minas pode ser a próxima Cancún Brasileira?

Como investidor de um condomínio de luxo na região, obviamente José Antonio acredita nos potenciais turísticos e econômicos que existem em todo o Mar de Minas.

Tanto que o local atualmente é comparado com Angra dos Reis (RJ), chamada por muitos de “Cancún Brasileira”, e trazendo Capitólio e suas adjacências como a promessa de sucessora de Angra nesse codinome – ou mais um belo ponto turístico do Brasil.

“Sem dúvidas, o “Mar de Minas” pode ser potência como Angra, pois na região do Mar de Minas a infraestrutura e as belezas ofertadas são muito mais raras por se tratarem de um espelho d’água doce gigantesco, navegável e mais indicado para a prática de alguns esportes náuticos do que em mar aberto”, lembra Júnior.

Com paisagem única, cânions, cachoeiras, praias artificiais, ecoturismo e muitas outras opções, Capitólio precisa de atenção, ainda mais nesse momento em que vive um auge turístico como nunca antes, mas quase ninguém sabe o que acontece na realidade dos 34 municípios que estão no seu entorno.

Veja o vídeo citado na matéria:

(Créditos das imagens: Summer Passeios/ Divulgação)

#ClickFato #MarDeMinas #JoseAntonioSilvaJr

Priscilla Silvestre
Priscilla Silvestre
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