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‘Você morre quando esquecem seu nome’ é o novo livro de contos de Flávio Costa

O escritor e jornalista Flávio VM Costa publica, em fevereiro, seu segundo livro de contos, pela editora Bissau Livros. Intitulado Você morre quando esquecem seu nome, a poética da obra revela as engrenagens racistas da sociedade brasileira, pelas quais se desnudam a violência e o massacre de pessoas pretas. Explorando a geografia da Salvador contemporânea e a história para longe de folclores, o autor tem a capital baiana como cenário predominante dos seus contos. Como bem diz a apresentação do livro, redigida por Tom Correia (ex-curador da Flica) o escritor traz “um olhar que ao mesmo tempo nos tira do chão e nos faz um alerta: se é na rua que a vida pulsa, também é na rua que a vida se esvai”.

Ao se referir aos possíveis aspectos autobiográficos que possam se projetar no arcabouço das histórias, o escritor ressalva que não se trata de transcrever nada “como aconteceu literalmente”, ressaltando que em seu processo literário não importa saber o que aconteceu a si próprio, mas de que maneira esse material biográfico pode ganhar outros contornos, nuances e sentidos. Considera que, nesse caso, os fatos têm pouca importância e não tem em mente necessariamente um eixo temático ao compor suas narrativas. “Eu não penso em temas quando eu escrevo um conto, eu penso na estrutura do texto e como contar cada história. Penso na frase, penso em como incorporar a minha voz de escritor na narrativa. Os temas aparecem embrenhados na narrativa e não é uma preocupação minha se vão soar ou não panfletários”, afirma o autor.

Flávio estreou na ficção em 2016, com a coletânea de contos Caçada Russa, livro vencedor do Prêmio Bunkyo de Literatura em 2018. Antes, ele já tinha figurado como o único brasileiro entre os quatro vencedores do concurso literário internacional Prada Feltrinelli Prize (Itália, 2016), com o conto Tenente Marcus, presente no novo livro. Enquanto jornalista, Flávio VM Costa passou pelas redações dos jornais soteropolitanos Correio e A Tarde e das revistas Imprensa e IstoÉ. Atualmente é repórter do Portal UOL, em São Paulo.

Bissau Livros – Fundada pelo jornalista baiano Saymon Nascimento, que vive há mais de 10 anos na África – primeiro em Angola e agora em Cabo Verde -, a proposta da Bissau Livros é dar visibilidade aos escritores de países lusófonos no Brasil e, ao mesmo tempo, lançar escritores baianos para o mundo, criando uma espécie de catálogo internacional.

Mesmo contando com lançamentos pontuais e em cidades estratégicas, a Bissau Livros concentra sua força de vendas na internet e investe predominantemente no público jovem, que tem pontos de vista alternativos. A estreia da editora deu-se em outubro de 2019 com o lançamento do romance 2+1, de autoria de Rogério Menezes, que teve ótima aceitação do público e imprensa.

Mais informações: www.bissaulivros.com
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Lançamento do livro de contos “Você morre quando esquecem seu nome”

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Editora Contexto lança livro que aborda trajetória do ídolo do futebol Rivellino

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A Editora Contexto lança “Rivellino”, escrito pelo jornalista Maurício Noriega. A obra retrata a trajetória profissional de Roberto Rivellino, que além de autor de grandes feitos na seleção brasileira, brilhou no Corinthians e no Fluminense.

O livro é recheado de fotos de diversas épocas e pontuado por relatos da família, do próprio Rivellino e de outras grandes estrelas do futebol, como Pelé (que escreve a quarta capa da obra), Neto, Zico, Tostão, Beckenbauer e Platini, em entrevistas exclusivas.

Os fãs descobrirão os bastidores da vida do Rivellino e saberão como o menino que saiu da várzea de uma São Paulo que não existe mais se transformou no grande jogador, destaque até na maior seleção de todos os tempos (a brasileira de 1970).

Conhecedor profundo de futebol, o jornalista Maurício Noriega traz, ainda, os bastidores do esporte durante todo o período em que Rivellino atuou. O leitor é levado às concentrações, aos vestiários e até aos campos.

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Lançamento do Pretextos de Mulheres Negras

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O livro Pretextos de Mulheres Negras  foi lançado em 31 de outubro em São Paulo (SP). O volume de quase 140 páginas mostra a obra de  22 autoras (20 de São Paulo e as convidadas Queen Nzinga Maxweell , da Costa Rica, e Tina Mucavele, de (Moçambique).

Cada participação mostra em textos, nas imagens e em perfis biográficos um pouco da luta por resistência, memória, musicalidade, religiosidade e outros valores presentes nas africanidades.

A antologia organizada por Carmem Faustino e Elizandra Souza tem o projeto gráfico de Nina Vieira e ilustrações de capa e homenagem feitas por Renata Felinto. Já as fotografias das autoras foram são de Chaia Dechen.

O lançamento teve música de Camila Trindade e discotecagem da DJ Vivian Marques, além de recital com as autoras Carmen Faustino, Chaia Dechen, Debora Marçal, Elidivânia Souza, Elis Regina, Elizandra Souza, Flávia Rosa, Janaina Teodoro, Jenyffer Nascimento, Landy Freitas, Lids Ramos, Lu’z Ribeiro, Luciana Dias, Mel Duarte, Nayla Carvalho, Priscila Preta, Raquel Almeida, Rose Dorea, Tiely Queen e Tula Pilar.

O Mjiba

O evento é parte das ações do coletivo Mjiba, que fortalece o protagonismo da mulher negra em diferentes esferas e foi também inspirada no livro “Oro Obínrin – 1º Prêmio Literário e Ensaístico sobre a Condição da Mulher Negra”, publicado em 1998.

As ações do coletivo são inspiradas na palavra, que originária da língua chona, de Zimbabuê, onde as jovens mulheres revolucionárias enfrentaram as tropas britânicas e lutaram pela independência do país.  A história inspirou  Elizandra Souza, que publicou, de 2001 a 2005, o fanzine chamado Mjiba e desde 2004 realiza o ‘Mjiba em Ação’.

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