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Fim de semana em SP: 5 x Marisa Melo

São Paulo é a capital da Arte no Brasil. Nessa cidade tão cosmopolita, origem dos principais movimentos estéticos, o nome do momento é Marisa Melo. Versátil e surpreendente, a artista visual está em destaque por toda a parte. O que sugere um roteiro artístico de tirar o fôlego.

Esse fim de semana já começa na sexta-feira, com a exposição “Expo Arte SP”, edição especial em homenagem a Antonio Peticov. No piso térreo, Marisa apresenta as pinturas das coleções “Inverno de Novo” e “Runas”, além das artes digitais da coleção “I love retro”. Uma viagem do abstrato envolvente ao figurativo lúdico e colorido.

Visitantes de outras cidade que se hospedarem no Mercure-Pinheiros, estarão pertinho de pinturas de Marisa: Scarlet Eclipse e Euphoria. Quem é de S.Paulo, vale passar lá.

Ao se deslocar pela cidade, o melhor meio de transporte é o Metrô. Quem passar pela Estação Sacomã, verá de perto a coleção “Estação Natureza”, onde Marisa valoriza a aproximação do ser humano com os animais e os vegetais. Um tema sempre oportuno numa cidade com tanto a fazer pelos animais e pelo verde.

No fim do dia, um toque francês: curtir as delícias do bistrô Le’Bou. Dos drinks às sobremesas, muito de Paris em São Paulo. Na integração da Arte com a Gastronomia, Marisa Melo expõe a coleção Visage, pura poesia e encantamento em rostos femininos marcantes e inesquecíveis.

Esse fim de semana é tão especial que não acaba no domingo. A partir da segunda, 17 de junho até 6 de julho, Marisa esbanja versatilidade, com pinturas e fotografias, na mostra “Linguagens Contemporâneas”, na Art Lab Gallery.

Muito para ver, muito para ser descoberto. Essa é São Paulo. Muito talento, muita sensibilidade. Essa é Marisa Melo.

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A coleção “Visage” da artista Marisa Melo chega ao Le’Bou

Marisa Melo é o nome do momento das artes visuais no Brasil. Seu trabalho está sendo descoberto e ganha muitos admiradores. Sua exposição “Estação Natureza” no Metrô de SP, estação Sacomã, e sua participação marcante na Expo Arte SP, despertaram encanto e admiração de um número crescente de fãs e seguidores de sua arte.

Incansável, ela não para. Em maio, apresentou-se no Le’Bou Food Art Bar, um espaço novo em São Paulo, que oferece a seus frequentadores uma experiência inédita de união da Arte com a Gastronomia. No dia 22, Marisa fez uma performance, fotografando e criando, ao vivo, novas imagens para a coleção Visage, durante um desfile de moda.

Impressionou a todos a desenvoltura com que ela navegou pela fotografia e pela edição digital. Uma TV conectada permitiu ao público acompanhar cada detalhe.

A partir de 11 de junho, Marisa expõe no Le’Bou novas imagens da coleção “Visage”. A galeria de rostos marcantes, revelando encantos e desvendando mistérios, tem despertado em inúmeras mulheres o desejo de ter sua beleza fixada pelas lentes e cores da artista. Venha ver de perto esse trabalho e deixe-se seduzir pelos drinks e pratos especialíssimos do Le’Bou.

Serviço:

Exposição: Visage
Início: 11 de junho, 20h
Le’Bou Art Food Bar: Rua Dr. Renato Paes de Barros, 415 – Itaim / SP
Instagram: @mmelo_artista

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Confira uma entrevista com a artista visual Marisa Melo

Vivemos uma época em que há muito interesse pela arte. As exposições têm conseguido atrair um público crescente, que questiona a beleza e o sentido que justifiquem chamar uma obra de “artística”. Justamente nesse momento, Marisa Melo, uma artista visual que esbanja talento e criatividade, tem nos mostrado que é, sim, possível motivar, engajar, impressionar, através de imagens.

Em suas coleções e projetos, ela aborda os mais diferentes temas. A beleza, a vida, a morte. A felicidade, os problemas. Nada é tabu. Ela não perde nenhuma oportunidade de nos instigar, de nos questionar. Mas tudo parece ter um sentido.

Entre telas e fotos, ela nos recebeu para falar sobre seus muitos Universos. Sobre a Arte e sobre como cada um de nós transforma e é transformado. Pelas cores, pelas ideias, pelos desafios.

Marisa Melo, seu trabalho como artista visual tem feito muito sucesso. Na Fotografia e na Pintura. Como começou a sua atividade no mundo das Artes?

MM: Primeiro na fotografia, aos 21 anos. Minha primeira máquina foi uma Vivitar. Eu tinha um laboratório analógico de revelação. Minhas fotos, sempre foram relacionadas com beleza. Ainda não tinha um olhar documental. Estava começando. A Pintura veio numa sequência natural depois de eu descobrir o Artesanato. Decoupage, pátina, percebi que gostava de mexer com tinta. E aí vieram as primeiras telas.

Fale um pouco de você. Como é a Marisa?

MM: Uma pessoa muito inquieta. Não me satisfaço com um só caminho, com uma só versão. Questiono muito o que vejo. E até o que ainda não vi. Compartilho minha visão. E até minhas dúvidas. Queria um mundo em que todos se ajudassem. O tempo todo, todo o tempo.

Na Arte, o que comove você?

MM: A ação. A possibilidade de transformar a realidade humana e social ao meu redor. Sabe, eu não consigo ver tanta injustiça, tantas agressões à Natureza, aos animais, às mulheres, às crianças e ficar quieta. Não consigo! Tenho de me manifestar, e a Arte me possibilita isso. Acho que ninguém pode silenciar. Senão vira cúmplice!

Antes de cada foto, de cada obra, você já enxerga como ela será quando pronta?

MM: Na fotografia, sim. Em cada projeto existe um plano traçado. Pode haver alguma intervenção, mas é raro. Já na Pintura, é o contrário. O processo criativo acontece durante a execução. A construção vai mudando, de acordo com meu olhar naquele momento.

Quais suas influências?

MM: Trago uma influência muito forte dos quadros de Dali e Monet e da luz de Rembrandt e Johannes Vermeer, que simulavam em suas pinturas a luz natural de maneira impressionante. Manabu Mabe também me inspira. Importante lembrar do Henri Cartier-Bresson, que mostrou que eu não precisava me limitar à fotografia, podendo transitar livremente entre diferentes universos, como Pintura, Fotografia e o que mais vier.

Como chega a certeza de que um determinado tema será a próxima coleção?

MM: Às vezes, uma viagem, um filme, uma canção, me despertam para alguma ideia.

Quando ela toma conta de mim e me cerca de um modo que não consigo conter, tenho definida a próxima coleção.

Você falou em canção. O que você gosta de ouvir?

MM: Etha James, Joe Bonamassa, David Gilmour, Andrea Bocelli, Flávio Venturini, Tom Jobim, Leila Pinheiro. Ih, minha lista é muito grande (risos).

Três coisas que cansam você:

MM: Gente que não se posiciona, que vive em cima do muro querendo agradar todo mundo.

Barraco. Gente que altera a voz, querendo conseguir tudo no grito. Quando a pessoa grita, acabou o discurso.

Hipocrisia. A falsa felicidade das redes sociais.

Três qualidades que você mais admira.

MM: Engajamento, criatividade, curiosidade.

Como você consegue manter seu trabalho artístico sempre atual?

MM: Estou numa busca constante. De conhecimento, de aprendizado, de novos pontos de vista.

Venham eles da França, Índia, Rio, Argentina, Itália.

Sou muito antenada, leio muito, pesquiso muito. Gosto de me desafiar.

A versatilidade é sua marca registrada. Fale sobre isso.

MM: Não gosto de rótulos. A manifestação artística evolui com o tempo e com a trajetória de cada um.

Gosto de ser livre para atuar com o comercial, o fine art, ou o que quer que seja que me ajude a transmitir minha verdade, sem a preocupação do elogio fácil.

Para encerrar, em uma frase, como você se define artisticamente? Pintora? Fotógrafa?

MM: Nem fotógrafa, nem pintora. Apenas artista.

Acompanhe Marisa Melo nas redes sociais:

Instagram: @mmelo_artista
Site: www.marisamelo.com